E sem perda de tempo, entrou o arrozeiro no pateo de S. Bento com uma cara tão festiva e gozosa, que deu nos olhos á madre porteira.
Mandou chamar a filha, e rompeu assim o dialogo, com assomos de boçal jucundidade:
—Estamos outra vez ricos, rapariga!
—Ricos?!
—Sim, ricos! alegra-te, Carlota.
—Pois que foi, meu pae? Appareceu-lhe o seu dinheiro?
—Quem dera isso! É cá outra cousa, menina! Estamos ricos, porque tu vaes ser muito rica.
—Eu!? De que maneira?
—O Antonio da rua das Flores pediu-te em casamento.
Carlota engasgou-se, quando soltava uma palavra ou exclamação imperceptivel.