—Tu atterras-me Julia!—exclamou a enleada menina, fitando na impenetravel amiga os seus olhos explendidos.
—Has de ser sempre creança!... volveu a desconcertada confidente, emendando as demazias da sua imprudencia.—Estou conversando comtigo, que vaes ser senhora; e tu queres que eu não tenha vinte e oito annos, e te falle a linguagem das meninas.
—Pois sim... mas tu desconfias de Eduardo...
—Eu desconfio?
—Sim... hontem não me dizias isso...
—E hoje que te digo?
—Que eu seria mais feliz se amasse o Taveira...
—Ai! que calumnia!... Calla-te, que ahi vem teu pae.{135}
O commendador entrou. A filha contemplou-o, e disse meigamente:
—O papá chorou?