Venceslau foi para as côrtes, e Eduardo para casa de D. Julia de Miranda.
—Parabens!—exclamou ella, quando entrou á sala, onde era esperada pelo noivo de D. Anna Vaz.—Quem diria? Olhe que bonito e rapido desfecho teve o romance, que parecia complicar-se em tenebrosos enredos!
—É verdade, minha senhora!...
—Tambem me dou a mim os emboras pela auspiciosa{141} intervenção que tive n'estes bem-logrados amores!
—Obrigado, snr.ª D. Julia—respondeu elle glacialmente.
—Que seccura, santo Deus! que frieza a sua, snr. Eduardo! E eu a imaginal-o doido de alegria como todos os que amam anjos com o rosto e o coração da minha Annica! Ai! se ella agora o visse decerto...
—Me não amava?
—Decerto abafava de mágoa de o ter amado... Que tem? que genio é o seu? que é isso?!
—É a fatalidade—respondeu funeralmente o joven pallido.
—Não sei o que é a fatalidade... Explique-se.