—Sim? despreza?

—Pois que diz essa carta? É um desesperado queixume contra a mulher que o repelliu. Tomáras tu, meu amor, que todas assim procedessem, quando elle as requestar...

—Tens razão, Julia! tens razão! Olha que eu nem tive socego de espirito para entender a carta... Olha, vou mais contente... Póde ser que elle a esqueça... Mas esta carta assim apaixonada, se ella vem a recebel-a, talvez que...

—O ame?

—Sim...

—Não, filha, não receies. A mulher de coração ama sem este mixtiforio de maravalhas, e a mulher de intelligencia zomba d'estes estrondos de palavras. Sabes tu{186} outra coisa? Teu marido leu maus romances, e principia a escrevel-os peores. Deixa-o sangrar a veia do genio que não vá morrer apopletico. Não faças caso d'isso... Ai! já me esquecia!... Não te vás sem uma novidade...

—Que é?

—Vou casar-me.

—Sim? com...

—Com o teu vaticinado. Adivinhaste.