Não tem seu nome algum Nobiliario;
Não foi conde sequer, ou não quiz sel-o,
Qual outro seu collega, do Restello,
E outros mais fidalgos d'Hervanario.

Seu nome é conhecido em toda a Europa;
Que um tal Nababo rara vez se topa
Com opulencia tal, mais que aziatica!

Tendo quinze milhões, soffria um mal
Rebelde ao milagroso capital...
Morreu d'uma anazarcha aneurysmatica.

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XX
Lua de mel

Aquelle teu amigo de Peniche
Casou, já sabes? Com a «Celidonia»,
Horisontal, (hectaira, em lingua jonia)
De labio rubro e olho d'azeviche.

Naufragou muitas vezes no beliche
De notaveis pilotos da Parvonia;
Vogou desde Monção á Patagonia,
E, voltando, não topa onde se aniche.

Emfim, com sete filhos engeitados
E os musculos bastante escanifrados,
Pilha um palerma que jámais lhe escapa!

São noivos. Vão fazer a lua em Cintra.
Pergunta agora tu ao tal pelintra
Se a lua foi de mel ou de jalapa.

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