Volvidos alguns mezes, tres padres, á compíta, lhe sahiram a propôr tres casamentos: rapazes, parentes, abastados ou arruinados, mas fidalgos e gentilissimos de suas pessoas.

Rejeitou-os.

Um dia, sahiu D. Amelia de Barcellos, na sua sege, apeou em Famalicão, sahiu a pé, e parou perto de Landim, á porta de um lavrador. Procurou por um homem que dava pelo nome de Antonio do Couto-de-baixo.

Sahiu a fallar-lhe no quinteiro, ou alpendre, um sujeito de trinta annos, boa figura de camponio, estupidez em barda por todo aquelle carão.

--Antonio--disse ella--conheces-me?

--A senhora, a senhora... acho que é...--tartamudeou o lavrador agadanhando no occipital.

--Sou a Amelia de Landim. Quando eu tinha 15 annos, amei-te. Era então innocente. Esperava ser tua mulher, e perdi-me. Teu pai não te quiz deixar casar commigo, porque eu era pobre. Sei que soffreste, e quizeste fugir para o Brazil, a fim de ganhares dinheiro, para depois me receberes. Eu não te deixei ir. Sabes qual foi a minha vida depois. Hoje estou rica, ainda te amo, porque foste a origem da minha desventura. Queres casar commigo? Responde.

--Quero.

--Então segue-me.

--Deixa-me ir dizer a minha mãi; que essa queria que eu casasse comtigo.