I
A casa grande das quinze janellas branqueja no espinhaço do monte.
As janellas fecharam-se ha seis mezes, ao mesmo tempo que duas sepulturas se abriram.
A sepultura do Africano que chegava ao cemiterio, quando a filha expirava; e a sepultura de Deolinda, quando o sino dobrava ainda nos funeraes do pai.
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Ao homem, que morreu n'aquella casa triste, chamavam o Africano.
Estou-a vendo d'aqui.
As vidraças reberveram o sol poente.
Eu, ha hoje dez annos, vi abrir os alicerces d'aquella casa.
Lidavam operarios a centenares.