--Que se v. s.ª era rico, é agora riquissimo.
--Obrigado pelo conceito que faz de mim, mestre...--volveu José Maria entre risonho e agastado.
--Ó meu senhor, pois eu...
--Suspeita-me de ladrão...
--Valha-me Deus!... o que apparecer em terra de v. s.ª seu é.
--E esta terra é minha? Pois não sabe que este chão é d'este pobre que se chama Alvaro?
--Ó snr. Guimarães!...-exclamou o filho do ultimo senhor da honra de Real de Oleiros, e não pôde articular outra expressão.
--Vamos!--acudiu o brazileiro--para onde é que vai o thesouro de seu avô, snr. Alvaro Pacheco de Andrade, snr. barão, snr. visconde, snr. conde, snr.... Quer mais? Dê as suas ordens.
José Maria casquinava uma risada de elevada intelligencia, em quanto os obreiros, rodeando o caixote, se embasbacavam uns nos outros, e todos no rosto de Alvaro com a mais sincera e respeitosa estupidez.
Novamente instado para que dissesse onde o caixão devia ser levado, Alvaro respondeu: