Beatriz lançou-se a soluçar nos braços do filho, ungindo-lhe o rosto de lagrimas.
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As pessoas antigas d'aquelles sitios não cessam de procurar occasião em que vejam aquella formosissima Beatriz por cuja alma rezaram, posto que o parocho lhes dissesse que a alma da suicida havia cahido de chofre e a prumo no inferno.
E, de feito, lá vêem a miudo passar pelos maus trilhos que conduzem á casa dos pobres e dos enfermos uma senhora vestida de negro, precedida do criado ancião que a conduz.
—Bemdito seja o Senhor!—exclamam pondo as mãos as velhas que a conheceram menina.
E ella acercando-as de si, pergunta-lhes os nomes, recorda-se, chora, e consola-se, quando alguma d'ellas póde acolher-se ao regaço da sua beneficencia.
Se Deus lhe não houvesse perdoado, seria feito á imagem do homem.
[1] Certo respeito, demasiado talvez, me cohibe de declarar extensamente o nome do abbade, e o padroeiro da abbadia. Os leitores, convisinhos do local onde escrevo, sabem que não estou phantasiando.