—Que faz em Braga esta senhora? veio vêr o Bom-Jesus do Monte?

—Não, senhor. Anda a procurar a mãi; disse-m'o a sua criada grave.

—A procurar a mãi em Braga?! Como foi isso? Perdeu-se aqui a mãi, ou...

—Não sei como foi—volveu o escudeiro.

N'este comenos, entrou no hotel um meu amigo, que foi conduzido á sala, onde a baroneza tocava piano melancolicamente. Deteve-se algum tempo. Esperei-o, e perguntei-lhe que romance era aquella mulher.

—Um romance, com toda a certeza.

—É certo que esta baroneza procura a mãi?

—É, e encontrou-a.

—Então...—acudi eu tão incommodado com a escuridade d'aquelle caso como se me faltassem ao respeito, não m'o communicando previamente e em quatro palavras.—Então como é isso? A mãi quem é? onde estava a mãi? como se perdeu a mãi? como se encontrou a mãi?...

—Se a tua impaciencia consente, conversaremos de espaço—objectou o meu amigo;—mas peço á tua sofrega curiosidade que se contenha até á noite. Vou d'aqui ao recolhimento da Tamanca procurar um velha chamada Anna de Jesus, que é mãi d'esta baroneza. Já sabes quem é a mãi, onde está a mãi, como se encontrou a mãi. Depois te direi como se perdeu...