«Dar com as ventas n'um sedeiro».

«Não ver um palmo adiante do nariz».

Conhecem tudo isto.

«Nariz de cêra»—a musa dos tribunos, a inspiração dos prégadores, a rhetorica dos romancistas.

«Senhor do seu nariz». Nem sempre. Ás vezes os poetas fazem-nol-o propriedade sua.

«Nariz de palmo e meio»—imagem que exprime a embaçadella—ou, á franceza—o desapontamento. Exemplo: o leitor, no fim d'este bonito trabalho.

«Chegar-lhe a mostarda ao nariz», etc.

O cão tambem collabora nasalmente n'estas analogias: «É sebo em nariz de cão».

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Em cima, disse eu que o nariz tem adquirido bastante importancia na poesia moderna.