«Dar com as ventas n'um sedeiro».
«Não ver um palmo adiante do nariz».
Conhecem tudo isto.
«Nariz de cêra»—a musa dos tribunos, a inspiração dos prégadores, a rhetorica dos romancistas.
«Senhor do seu nariz». Nem sempre. Ás vezes os poetas fazem-nol-o propriedade sua.
«Nariz de palmo e meio»—imagem que exprime a embaçadella—ou, á franceza—o desapontamento. Exemplo: o leitor, no fim d'este bonito trabalho.
«Chegar-lhe a mostarda ao nariz», etc.
O cão tambem collabora nasalmente n'estas analogias: «É sebo em nariz de cão».
*
* *
Em cima, disse eu que o nariz tem adquirido bastante importancia na poesia moderna.