«Á pessoa de v. exc.ª guarde Deus muitos annos. Bahia de Todos os Santos, 6 de fevereiro de 1778.
«Ill.mo e exc.mo snr. Martinho de Mello e Castro.
«De v. exc.ª
«maior venerador e criado, mais fiel obrigado
«JOSÉ DE SEABRA DA SILVA.»
Lida esta carta, que não elucida o mysterio, dir-se-ha que o proprio José de Seabra ignorava o crime que lhe assacára o aleivoso a quem o rei prestára credito. Observe-se que esta ignorancia, se fosse dissimulada, seria tambem indecorosa; e, sobre tudo, offensiva do ministro Mello e Castro, que não podia ignorar os delictos do homem destinado a ser seu collega no ministerio. Como quer que fosse, a memoria do ministro de D. Maria I está illibada. O motor dos seus infortunios é insondavel. Estes segredos, vulgares nos governos despoticos, se deixam laivos de infamia, é na memoria dos monarchas.
[D. JOÃO IV E AS REGATEIRAS]
O que elle tinha sobre tudo era o talento dos solertes velhacos.
Primeiramente requestou com meiguices os fidalgos que, depois de afagados, o acclamaram.