Ella bocejava nos entre-actos, até mostrar as campainhas; elle tosquenejava, e ás vezes, espriguiçando-se, grunhia:
—Estou massado.
—Podera…—obtemperava a esposa—a comedia bonita é… mas não ha nada como estar a gente na sua cama, Zézinho!
E dava tons lubricos ao diminutivo.
—Quem me lá dera…—volvia Alvarães deslocando as botas e dando folga e frescôr aos pés no aprazivel tunel dos canos.—O polimento estorcéga-me os calos…—queixava-se com azedume.—Comedias… Ora adeus! Patranhas…
—Modos de vida, homem…
E abriram juntos as boccas spasmodicas.
—Ao menos se eu viesse ceado…—dizia elle.
—Fizesses como eu…
—Não me cabia cá…—e batia com os dedos dobrados no alto ventre como se faz ás melancias suspeitas.