Itelvina

() (está um instante quieta, mas, logo que a porta se fecha, desata precipitadamente as tiras que lhe ligam a perna, e entra a caminhar rapidamente). Ah! sim? tu comerás o almoço incendiario... hasde comêl-o por força! quando só encontrares no teu porte-monnaie um tostão para pagar o leite e as limonadas, é natural que voltes ao teu posto... Essa felicidade espero eu têl-a. Seja como fôr, vou tratando de armar as engenhocas para a noite que vem. Comecemos pelas campainhas de que elle abusa... Onde acharei eu com que as corte? (Vae ao gabinete da toilette e encontra lá uma faca de mato) Uma faca de mato! Ah! tu tens facas nos teus guarda-roupas?... tens!... está bom... esta hade servir-me... Vamos primeiro cortar... Cortar, não! (Atira com a faca para dentro do gabinete que fecha) O que se deve quebrar é o arame... Ah!... com a cadeira sobre o leito, chego acima... (Pega da cadeira, que põe sobre a cama, e sobe acima cantarolando. Ergue-se, de costas para a parede, e pega no arame com as mãos ambas) Oh! c'os diachos! parece-me muito rijo!... An! é puxar... (ouve-se tilintar a campainha) Ai que eu toquei! Se a Sebastiana me vê aqui...

[SCENA IX]

Itelvina e Sebastiana

[SEBASTIANA]

A senhora chamou?

[ITELVINA]

Ai!

[SEBASTIANA]

Onde é que está? (Vendo-a) Ah!...