Se estivessemos na minha patria, eu não o consultava; mas aqui, os homens que fizeram as leis, reservam para si o monopolio da vingança, e a honra de uma mulher nada importa, se não implica com a honra do homem. Pois então, snr. Liborio, visto que me esposou, a minha honra é a sua. Um pulha, um sacripanta escarneceu sua mulher... cumpre-lhe evitar que elle o escarneça tambem a si... (com ternura) Mata-o! filho! mata-o!

[LIBORIO]

(á parte) Arreda! estou em braza!

[ITELVINA]

(formalisada) Dar-se-ha caso que o senhor, escravo de vãos prejuizos, não queira attentar contra a vida d'elle sem expor a sua? Se é isso, esteja descançado. Se Macario o matar, eu não lhe sobreviverei, nem elle, por que morrerá ás minhas mãos; matal-o-ei, matal-o-ei, e depois lá nos veremos... no ceu! (Apontando-lhe para o ceu, bate-lhe com a outra mão no hombro).

[LIBORIO]

A senhora com toda a certeza está doida!

[ITELVINA]

Doida?

[LIBORIO]