Olhe bem para mim, senhora! (Ella quer morder-lhe a mão) e não môrda! Se cuidou que cazava com um cordeirinho, mude de opinião a meu respeito. Este homem que se chama Liborio, nascido no Porto, no Poço das Patas n.º 610, é de per si só mais feroz que todos os leopardos do Mexico... Não môrda, ouviu?
[ITELVINA]
Ai!
[LIBORIO]
Por emquanto, deixo-a viver; mas tenha juizo, muito juizo, ou dou-lhe a minha palavra de honra que não tardarei a passar a segundas nupcias! (Deixa-a).
[ITELVINA]
(conserva-se um instante immovel, como humilhada de sua fraqueza; relança á volta de si olhos furiosos, depois levanta-se de um pulo, exclamando:) Ah! a faca de mato! (Corre para o gabinete da toillete).
[LIBORIO]
Bem sei... (Vae atraz d'ella, e fecha-lhe a porta por fóra logo que ella entra).