[ITELVINA]

(tendo bebido) Sempre o senhor me collocou n'uma situação bem exquisita! Eu julgava-o o assassino de Macario; e, n'esta persuasão, o meu dever qual era? que me cumpria fazer?

[LIBORIO]

Mandar chamar o chefe da policia.

[ITELVINA]

Eu conheco lá policias...

[LIBORIO]

Em vez d'isso, pensou lá comsigo: «Como é um scelerado, cazo com elle. Se o mettesse na Relação, elle poderia fugir vestido de mulher; mas, cazando com elle, é o mesmo que pôl-o na Penitenciaria, d'onde não se foge facilmente.

[ITELVINA]

(erguendo-se e vindo ao meio) E isso é tão verdade que o senhor gosa a liberdade de retirar-se quando quizer.