[LIBORIO]

Mas pergunto eu: tenho liberdade para offerecer a outra o nome que lhe dei? Posso mentir, enganar... e mais nada. Com toda a certeza, heide esquecêl-a; mas hade levar tempo... Não me fingo mais forte do que sou... Esta manhan ainda eu a amava... Como os homens são, senhora!... As mulheres, ás vezes, agradam pelos seus defeitos... e a senhora estava na conta. A senhora chorava de raiva; e eu ao deixal-a, chorava imbecilmente de saudade... d'amor! (Ergue se) Estupida confissão, mas verdadeira!... (Passa á esquerda) Ah! Como os homens são bêstas! Graças vos sejam dadas, Senhor! Isto acabou-se! (Itelvina, sem lhe responder, corre á janella que abre).

[ITELVINA]

(atirando dinheiro á rua) Cocheiro, ahi tem 10 tostoens; vá-se embora.

[LIBORIO]

Como é isso? elle é o meu cocheiro.

[ITELVINA]

Liborio! eu amo-te!

[LIBORIO]

Como?