Tal resposta magoou medianamente a familia de Villa-Cova.

—É soberbo!—disse Ladislau.

—Preconceitos de raça—acrescentou o vigario.

—Não tem outra falha a excellente alma do sr. Ruy.

—Pois ha de ser padrinho da neta!—tornou Ladislau.

—Que capricho é esse, meu compadre?—perguntou Casimiro.

—Não é capricho: é batalha dada contra a soberba: havemos de amolgal-a com a brandura.

Na segunda dominga, posterior ao nascimento da menina, sahiu, ante-manhã, de Villa Cova Ladislau, uma ama de leite, e a creancinha. Chegaram a Pinhel ás nove horas, e elle entrou á igreja parochial, onde, por informações de mestre Antonio carpinteiro, Ladislau soubera que o fidalgo ia ouvir missa. A ama sentou-se no adro, e esperou, rodeada de meninos, que se acotovellavam para ver o rosado rosto da baptisanda.

Ladislau apresentou-se ao abbade, com uma carta do padre João Ferreira, e conversaram.