—O abuso é meu, sr. Ruy de Nellas. E v. ex.ª não me castiga, porque eu vou pôr em seus braços a creancinha a implorar o meu perdão e o de sua mãi.
E tomou a menina dos braços da ama, e depositou-a nos da madrinha, dizendo-lhe:
—Seja v. ex.ª a intercessora de sua irmã!
—Dê-lhe um beijo, papá! rogou maviosamente D. Mafalda.
O velho poz a mão na face da creança, e disse:
—Não tens culpa tu, pobre innocente!...
E o abbade continuou a leitura do assento baptismal, sorrindo, e olhando por cima dos oculos, para ver Ruy de Nellas, que deixava chupar-lhe a creança no dedo mendinho.
Ao sahirem da sachristia, o fidalgo disse á ama da creança.
—Vá lá a casa, depois da missa, mulher, e o sr. tambem se quizer.