Ladislau fez um signal de agradecimento.

Finda a missa, a menina foi levada a casa do avô. As quatro tias deram inquietações á ama, temerosa de que lhe abafassem a creança com beijos.

Entretanto, Ladislau contava a Ruy de Nellas os successos de Coimbra e os aleives da correspondencia da «Vedeta da Liberdade».

O velho ouviu-o em silencio; mas com ar de satisfação, em quanto aos brios de seu genro no justo castigo de Alexandre; porém, quando soube que as gazetas traziam o seu nome aparelhado com o do carpinteiro, irritou-se, e clamou:

—Quando pensei eu de andar pelas gazetas!... É o que minha filha me arranjou!...

Este accesso durou alguns segundos.

Continuaram a conversar serenamente. Eram horas de partir para Villa-Cova. O fidalgo mandou entrar a afilhada, e deu-lhe um beijo, e duas peças á ama.

E—caso unico!—apertou a mão do lavrador de Villa-Cova, e disse-lhe por ultimo:

—O tempo fará o resto. É cedo por ora! A ferida sangra ainda!

—O balsamo do Evangelho, sr. Ruy de Nellas...—respondeu Ladislau, sahindo.