D. Alexandre ia fugindo, com a maxima velocidade de sua prudencia, quando uma segunda bordoada o apanhou pela nuca. Rugiu e afocinhou, forçado por um doloroso raspar de ferro na orelha direita.

Guilherme volveu a sondar a respiração do desertor, e responsou-o ao diabo.

D’alli correu á escada de Casimiro, e chamou-o.

—Quem é?—respondeu Casimiro com a espada apontada.

—O Lira. Creio que estão ambos mortos; um de certo. Agora, acautella-te... Já está gente nas janellas. Posso sahir pela porta de traz? Aqui reconhecem-me.

—Sahe—disse Casimiro—Vem por aqui... Quem mataste?

—Boa pergunta! A besta-féra não se levanta mais; o outro desconfio que está vivo. Deixal-o viver... Por aqui?... bem... Adeus! Segredo de sepultura, ouviste?

—A recommendação é indigna de mim.

Guilherme Lira entrou no Becco das Flores, e sumiu-se de travessa em travessa, reapparecendo, vestido á futrica, na Couraça dos Apostolos.

Quando chegou occupavam a rua centenares de pessoas. Em redor do cadaver de Ayrão estavam muitos estudantes de envolta com a policia. Nenhum academico reconhecia o morto, que trajava batina, bem que tivesse illeso o rosto. Emquanto a este, esperou-se o dia para lavrar-se auto.