D. Alexandre já tinha sido transportado em braços, e moribundo, segundo diziam os que lhe viram o rosto ensanguentado, e ouviram o archejar estertoroso do peito comprimido pelo derramamento das costas.
A visinhança dizia que vira entrar um homem de batina e capa nas escadas de Casimiro Bettancourt. A opinião geral decidiu que fôra Casimiro o assassino, visto que o sugeito entrado não sahira.
Christina chorava, e dizia, ouvindo as vozes da rua:
—Que será de nós? Prendem-te, Casimiro. Fujamos... vamos para Villa Cova.
—Socega, filha. Se me prenderem, hão de soltar-me! Attende-me, Christina: Nunca dirás uma só palavra com referencia a este acontecimento. Nunca proferirás o nome de Guilherme Lira. Nunca dirás que eu estou innocente. Juras-m’o?
—E tu... perdido, meu infeliz amigo... perdido!—atalhou ella, archejante de gemidos—desgraçado por minha causa!
Casimiro apertou-a ao seio, e disse-lhe:
—Crês em Deus?
—Se creio em Deus...