—Estou em casa. Não quer mais nada?
—Não sr. Foi para sabermos... dizia-se que não estava lá ninguem... Perdoará o incommodo.
—Boas noutes—respondeu Casimiro. Depois, baixou a vidraça, e disse a Christina—A rua está vistosa! As armas refrangem a lua, e dão a lembrar uma illuminura da idade média! Apaga a luz da saleta, que eu gosto de ver este arraial de batalha, que me parece um sonho!
—Ó Casimiro!—balbuciou ella—como tu pódes rir, e eu sinto-me aqui morrer!
—És fraca. Nunca te tinha conhecido esse aleijão! Parecias-me uma natureza perfeita em amor, em brios, e em força. A força é que te falta, minha debil filha!
—Enganas-te, Casimiro!—replicou ella—É que eu era tão feliz!...
—E ámanhã que impede que o sejas?
—Ámanhã... estarás preso!....
—E então? A luz do teu amor teme de romper as grades da cadeia?! A nossa filhinha hesita entrar lá comtigo? Não vai commigo a imperturbavel consolação da consciencia?
—Mas eu tambem vou...