—A voz publica e as apparencias dão-no ao senhor como homicida de um homem ainda desconhecido, e tambem o incriminam de espancador de D. Alexandre de Aguilar, cuja vida está ainda duvidosa. O sr. Bettancourt é réu d’estes crimes?

Casimiro não respondeu.

—Ouviu a pergunta que lhe fiz?—tornou a authoridade suspeitando a surdez do preso.

—Ouvi, sim, senhor.

—Que responde?

—Nada.

—Nada?! é boa essa!... Matou ou não matou?

—Se ha provas de que fui eu, porque m’as pedem? Se as não ha, porque me prendem?

—A lei manda interrogar os réus.

—Póde ser; mas não obriga os réus a responder.