Eugenia sobrescritou á sr.ª Apollinaria dos Martyres, na calçada dos Barbadinhos, n.º 21—quinto andar á esquerda.
A irmã de Ruy de Nellas abraçou-se na ama de sua mãi, e clamou:
—Cuidei que estava mais desamparada. Ha almas boas em toda a parte, louvado seja o Altissimo!
—Amen—respondeu christãmente a sr.ª Brites, e foi á cosinha, onde o bolieiro estava jantando para voltar com a caleça ao fim da tarde.
—Vm.ᶜᵉ faz-me o favor de entregar em Lisboa uma carta á minha sobrinha? Aqui vae o nome e a rua. Se lhe não custa...—disse a velha.
—Não me custa nada, tia Brites; mas dobre-me a porção de vinho.
—Ahi vai, homem. Beba; mas não desatreme, nem me perca a minha cartinha.
—Fique certa, que de hoje a tres dias por estas horas, já está nas mãos da dita supplicanta. Diz ella tudo pelo claro nas costas?
—Vai tudo pelo claro.
—Então, metta-m’a ahi no bolso da jaqueta, e carregue-me o copo.