—É doudo ou não?—disse o jurado bem intencionado.
—Qual doudo? replicou o outro.—É tão patife que não tem quem o defenda.
Ia levantar-se o patrono de D. Alexandre, quando o administrador do concelho entrou na sala do tribunal, e entregou ao advogado do réo uma carta em fórma de officio.
O orador, que já tinha dito: «Srs. jurados!» suspendeu-se.
O patrono do réo leu uma meia folha de papel, e disse, em pé, com os cabellos hirtos:
—Sr. doutor juiz de direito, v. ex.ª me dirá se o debate deve continuar, depois de ler a declaração que remetto á consideração de v. ex.ª.
Machinalmente ergueram-se todos, auditorio, e jurados.
O juiz leu mentalmente, e passou o papel ao delegado. Trocaram breves palavras, e deram ao official de justiça o papel.
—Leia o sr. advogado do réo—disse o juiz.—Eu por mim intendo que terminou o debate.
—Sou de egual parecer!—ajuntou o ministerio publico.