—Veja, minha mãi:

Abriu ella, e exclamou:

—É minha a letra! Como possues isto?!

—Minha mãi já deve saber como as possuo.

A condessa leu soluçante, e beijou aquelle papel, que estivera nas mãos de Duarte. Leu a segunda, e, em meio da pagina, susteve-se afogada de ancias e lagrimas.

Casimiro arrependeu-se da indiscripção, e acariciou-a, pedindo-lhe, pela memoria de seu pai, que vencesse a sua dor.

Era este o contheudo da primeira carta:

«Não soffras, D.—Conta com o meu valor. Parece-me que vou ser arrebatada para uma quinta do tio. Não sei qual. Eu te avisarei a preço de tudo. O mais que podem é matar-me meus irmãos. A minha alma irá identificar-se á tua: viverei sempre comtigo na terra, e amando-te de um mundo melhor. Socega, meu amigo. Se Deus vê a nossa innocente paixão, elle nos protegerá. Se não ha Deus para nós, seremos um para o outro. Tua, E.»

Esta carta devia ter sido escripta antes da ida para Camarate.