Ao entardecer, quando o padre se despedia, chegou um portador da residencia com uma carta para Peregrina.
—Para mim?!—exclamou ella duvidosa.
—E letra da sr.ª D. Christina—disse padre João.
—Ella está lá—acrescentou o portador.
—Ella quem?—acudiu Peregrina.
—A fidalga, que escreveu a carta.
—Que novidade é esta?!—disse o vigario, abrindo e lendo.
—Lê alto, meu irmão!—disse Peregrina impaciente.
E o padre continuou a ler mentalmente, dobrou a carta, embolçou-a na sotaina, e disse ao portador:
—Vai indo, que eu lá vou ter.