Entraram cinco meninas meia hora depois.
—E a prima Christina?—perguntou elle.
—Está na Guarda, em companhia da tia Mafalda Portugal—tartamudeou Ruy.
—Sinto—disse D. Sueiro—porque, vindo eu pedir a mão da prima Guiomar para mim, sou encarregado de pedir a prima Christina para meu irmão Alexandre.
—Céus!—exclamou para dentro de si o fidalgo, e as meninas encararam-se mutuamente.
—Fallaremos ácerca de Christina—disse Ruy, expedindo um gemido rouco.
E declinou a prática sobre trivialidades, até horas de jantar.
D. Alexandre, academico do primeiro anno na Universidade, tinha visto sua prima na feira de Vizeu, um anno antes. Escrevera-lhe, mediante os bons officios de sua tia D. Beatriz de Albuquerque. Não respondera Christina senão termos agradecidos á escolha, posto que incondescendentes. Assim mesmo, D. Alexandre de Aguilar recalcitrou, sem melhor exito. D. Sueiro, porém, tomou a peito levar a noiva ao irmão.
Contou-se o incidente que prende com o porvir d’esta historia.