«Meu bom padrinho consentiu verbalmente que eu casasse a sr.ª D. Christina com Casimiro?

«Consentiu.

«Meu padrinho requereu a suspensão das minhas funcções parochiaes, allegando a irregularidade d’aquelle casamento?

«Requereu.

«Devia fazel-o?

«Cito perante Deus a consciencia de meu padrinho.

«Se procedi mal, peço perdão. Se procedi bem, Deus me ampare. De v. ex.ª afilhado, capellão e servo.

João.»

Ruy leu a carta com arremesso, e releu-a com brandura. A sua consciencia estava deante de Deus. O juiz era inexoravel, e o velho supersticioso, talvez. Tremia, e queria fugir de si proprio. Carregava-lhe no peito a mão ferrea da justiça divina, e abafava-o. Ruy chamou o creado, e mandou entrar o padre. O padre, porém, entregára a carta, e sahira caminho de Villa Cova.