Conheço-o de o ver agora ahi, e dizerem-me quem o sr. é.

—Que sabe o sr. da minha vida?—tornou Casimiro.

—Que sei da sua vida?!

—Dispensemos o ecco, sr. D. Alexandre. Quem pergunta sou eu. Que sabe da minha vida?

—E se eu lhe disser que não lhe dou satisfações? Agora sou eu quem pergunta.

—Respondo-lhe que o sr. é um infame, e depois arranco-lhe a lingua.

O fidalgo Alarcão Parma d’Eça ia a dizer o quer que era, e engasgou-se.

Casimiro Bettancourt continuou no mesmo tom de serena conversação:

—Disse v. ex.ª que eu era sobrinho de um carpinteiro. Disse verdade. Que eu raptara uma senhora, cujo marido sou. É certo. Ajuntou que eu estava vivendo das joias, que minha mulher roubára a seu pai. Mentiu. Vejo que esta palavra não inquieta grandemente o sangue azul de v. ex.ª Ainda assim, quero imaginar que o sr. D. Alexandre me pede provas da sua aleivosia.