O serviço de Damião agradava sobre modo aos rapazes do Chiado. O mulato era já conhecido da mocidade de pechisbeque, versão genialmente portugueza da jeunesse dorée lá d'álem. Em dia de toirada era ditoso quem o emprazava de vespera.

Victor Hugo rara vez sahia de sua caza na Travessa do Estevão Galhardo—aonde voltára reconciliado com a mãe e um tanto fallido ao dinheiro—que não visse o mulato convidando-o a acceitar-lhe o seu serviço.

Uma vez, entrou na sege, e disse:

—Ás camaras!

A sege voou. Victor, apeando, disse:

—Isso é que é andar, rapaz! Como te chamas?

—O mulato.

—Mas como é o teu nome?

—Mulato.

—Mulato não é nome, é côr. Tu deves ser Simão ou André ou Belchior...