Victor Hugo ia procurar a grega, fugida do serralho de Bysancium, e disposto a enrodilhar o turbante na cabeça, mahometanizar-se, restaurar a Grecia por amor d'ella, dar a casca em Missolonghi, e almoçar com ella, se pudesse.

Ás duas horas rodou a sege na calçada e parou. D. Rozenda, quando o filho passava no corredor, disse lá de dentro da alcôva:

—Onde vaes tão cedo, Victor?

—Vou a Cascaes.

—Que vaes fazer a Cascaes, homem?!

—Respirar as brizas do mar.

—Forte asno!—murmurou a mãe, e adormeceu. A sege abalou velocissima.

Ahi por Paço d'Arcos, Victor perguntou ao boleeiro, quando a sege ia muito a passo:{227}

—A quem compraste esta boa parelha?

—No leilão do conde de Baldaque. V. Ex.ª conhece-os?