—É, meu pae,—disse ella.—Eu vou voluntariamente morrer n’um convento: mas deixem-me levar o meu filho.

—O convento que significa? Em que se rehabilita a deshonra, fechada n’um convento? Responde, Beatriz!

—Morre-se... murmurou ella.

—Não morre... desespera-se, e redobram as forças que impellem ao crime. Não te chamei para te propôr convento. O que eu quero é o segredo da tua queda. É preciso que mintas ao mundo. Vai com teu marido para Palmeira. Dilacerem-se a occultas da gente, se não podem reciprocamente perdoar-se. A tua ignominia é ainda ignorada. Teu marido sabe-a?

Beatriz fez um gesto negativo, baixando os olhos e escondendo o rosto.

—Nem desconfia? tornou o pae.

—Não sei... murmurou ella.

—Pois salva-me a mim! Emenda-te, desgraçada! Deixa-me morrer, e depois... depois expõe á sociedade o opprobrio de duas familias, e o teu filho que receba a herança!

Beatriz ajoelhou, beijando soffregamente a mão do pae.

Nicoláo de Mesquita entrou n’esta conjuncção, e disse tranquillamente: