—Estás melhor, primo Martinho?

—Creio que sim... Podeis ir para vossa casa, quando vos aprouver. Eu vou sahir de Chaves para uma de minhas quintas, logo que possa.

—Observo que te impacienta a nossa... ou pelo menos a minha presença...—replicou Nicoláo.—A prima Beatriz, se queres, fica, e eu irei.

—Vão ambos... Beatriz pertence-te.

No dia seguinte, seguiram para Vidago.

No trajecto de algumas leguas não trocaram palavra. Beatriz ia de liteira com o filho. O marido cavalgava, e adeantára-se a grande distancia. Depois, na encruzilhada de duas estradas, avisinhou-se rente com a liteira, e disse:

—Eu vou á quinta de Valdez e demoro-me lá alguns dias.

Apertou a mão da esposa, beijou o filho, e seguiu outra estrada.

Beatriz exultou.

Chegada a Palmeira, escreveu, e mandou o criado de confiança a Fayões com uma carta. Era a carta um grito de angustia, uma invocação á misericordia de Raphael.