—Aqui não! disse um dos criados de Beatriz, que a fidalga toma medo. Vão descarregar os bacamartes ahi para diante.

Despediram-se dos que ficaram uns quatro que seguiram, aperrando as armas, e polvorisando as pederneiras.

Quando chegaram a pouca distancia da mina, em que Raphael se escondêra, disse um:

—Se vocês querem vêr o que é berrar uma clavina, vamos estoiral-as dentro da mina. Isso faz ahi um trovão, que nem peça de artilheria.

—Está dito.

Raphael devêra ouvir a proposta, se a este tempo não viesse do outro lado uma estropeada de dois cavallos, que perpassavam deante da mina.

Os cavalleiros, cirurgiões das cercanias, estiveram conversando com os homens armados, e contando que vinham de examinar os feridos e os mortos nos montados da romaria.

A este tempo já Beatriz estava á janella, maldizendo a paragem dos homens n’aquelle sitio. Os cavalleiros seguiram o seu caminho, e os das clavinas disseram:

—Vá! é agora! os tiros todos a um tempo!

E desfecharam os quatro bacamartes contra a bocca da mina.