Antes das duas horas, entrou o inglez no escriptorio de Ernesto Froment, com um menino de dez annos pela mão, e disse enternecido a prantos:
—Este menino é filho de Nicoláo de Mesquita, e vem aqui de joelhos pedir a vida de seu pae.
Martinho ajoelhou. Ernesto levantou a cabeça, estendeu a mão ao fabricante, e disse em voz tremente:
—As nossas negociações estão fechadas.
—Oh!... porque?
—Porque me retiro ámanhã de Inglaterra.
Assim foi. Ernesto saíu para Italia.
O inglez, porém, procurou Nicoláo, entregou-lhe o menino, e disse-lhe:
—A sua vida não corre perigo, senhor Nicoláo; tenho, porém, a observar-lhe que não posso ser seu amigo, nem a minha casa póde recebel-o.
Fez uma breve cortezia, e sahiu.