—É uma fortaleza feudal? perguntou Margarida.

O fidalgo deu a data da fundação do castello, e contou a façanha de Duarte de Almeida, modelada pela inventiva com que ella anda cantada em verso no Romanceiro Portuguez do senhor Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento. A franceza parecia escutal-o.

A meio do valle, Ricardo perguntou á dama se queria ser acompanhada.

—Separa-se aqui?

—A minha estrada é esta da esquerda.

—Pois adeus, cavalheiro!

—Se vossa excellencia, por distracção, quizer alguma vez honrar aquelle castello...

—Muito agradecida... As mulheres, fadadas com o meu infortunio, nunca podem distrahir os olhos do ponto negro da sua desgraça. Adeus.

Margarida, lá ao longe, olhou terceira vez ao longo do caminho, que deixára, e viu immovel o fidalgo castellão no local onde se despediram.

—Não envelheci ainda! disse ella entre si.