—Fez bem. Não quero que elle se vingue.

—Vingar-se de quê? Pois tu deste-lhe motivo de odio?

—Não... mas...

—Explica-te.

—O pae bem sabia que elle me fazia a côrte.

—Uma brincadeira...

—Pois sim, mas, se eu fosse constante... vinha a casar com elle.

—Deus te livre, filha! Aquelle homem hade ser o flagello da mulher com quem casar...

—Quem sabe!...

—Sei-o eu. Antes infeliz com teu primo. Este, ao menos, é um esposo leal, inseparavel de ti, bom administrador de casa, e respeitado de todos. O outro vem a dar cabo do que tem, e está-se deshonrando todos os dias com toda a casta de extravagancia. O que lhe vale é ter pae, que vae tendo mão na manta, e a grande herança que teve de uma tia; senão a grande casa de Fayões estava espatifada. Minha filha, dá louvores a Deus por teres casado com um homem, que te livra de casares com Raphael. Quando mais não seja, só por isto fizeste um optimo casamento.