Marcos Leite tinha razão. Não pude contrafazer, por mais tempo, a minha indole triste. Entrou-me a saudade no coração, aninhando-se no pequeno recinto não tomado ainda pela desesperança. Lancei os olhos ao livro em que lia Marcos, e recolhi á alma as seguintes linhas:
La paix jointe aux lumières sera le partage d'un homme dans toute une province. Quant au contentement, on le cherche, on l'espère même; peut-être l'obtiendrait-on, si la mort ou la décrépitude ne survenaient auparavant... La vie était bonne, et on lui trouve encore des douceurs que la raison ne saurait méconnaître. Mais il importe que l'imagination, renonçant aux écarts, et servant elle-même d'asile contre les peines, anime seulement le repos que l'âme peut conserver quand elle est restée pure.{198}
«Que é isto?—perguntei eu tomando de sobre a mesa um papel escripto a lapis.
—Versos, meu caro; linhas, é melhor dizer linhas. O coração mais poeta creio que é o menos metrificador.
«Póde saber-se que anjo te roçou a fronte com a aza?
—Não adivinhas quem eu poderei amar assim? Ha uma só mulher n'este mundo.
«A baroneza?
—Com que frialdade proferes esse nome! Chama-lhe antes Ludovina...
«Lê os versos.
Marcos declamou com as mais maviosas modulações do sentimento a seguinte poesia: