—Se esse homem acceita humildemente a revolta, é ella mesma a que se revolta contra si, incriminando-se de ingrata e insensivel.

—É pelos modos uma enfiada de revoltas, de bernardas do coração...

—Estás hoje intractavel!!

—Estou intolerante com os absurdos. Esperas que ella te mande chamar á grade do mosteiro para assistires á queima d'esta carta na pyra do amor?

—Talvez... Tu és uma creança velha. Não sabes nada. Morres ignorante dos segredos do coração feminino... Que lastima!

—Não me chores, responde: tiveste o cuidado de avisa'-la que te vinhas suicidar nas florestas do Senhor do Monte? Meu caro Marcos, eu acredito que conheces todas as mulheres menos Ludovina. Ha um Waterloo para cada Napoleão d'estas conquistas incruentas. O teu é a baroneza de Celorico de Basto. Queres poupar-te a um desgosto de amor proprio? Esquece-a.

—E a omnipotencia da vontade o que é? Hei de triumphar, ou Ludovina é uma natureza superior á humanidade...

Sahi de Braga. O meu amigo ficou á espera da segunda «revolta» rimando a quarta poesia em quintilhas, e os primeiros duzentos versos de uma elegia que elle intitulava o seu epitaphio.{218}


Um mez depois encontrei no Porto Marcos Leite.