—E se Ludovina acceita as torturas da convivencia com tal homem, como provocações á morte?
—Morrerá estupidamente. Será indigna d'um necrologio, e terá apenas uma magra local chamando os amigos do marido a assistirem-lhe aos funeraes.
Deixemos falar este homem sem alma, leitores!
Ludovina continua a ser a flôr da creação, o espelho de infelizes, o élo que prende a creatura ao Creador, o anjo que chora, esperando que os anjos a levem d'este desterro.
FIM
[[1]] É para espantar a memoria de Francisco Nunes, em crise de tamanha angustia! Aquella nesga de historia destoava da virulencia da apostrophe; mas foi dita com sanhudo entono.
[[2]] É ordinario este estylo; aqui não ha unidade; o impeto afrouxa, e descáe na vulgaridade tacanha do artigo de fundo. É defeito de todos os nossos oradores de inspiração: remontam-se; a gente está a ve'-los luctar com as aguias; e, quando mal se precata, vê-os cahir, a disputarem a presa do escaravelho que se rola no chão. Francisco Nunes tem lastimaveis desegualdades n'esta apostrophe.
[[3]] Perdoem-lhe a mentira pela intenção boa com que a diz...
[[4]] Veja Vies des dames galantes, por le Seigneur de Brantome—Discours premier.