O commendador JOÃO JOSÉ DIAS (passim).{83}
VIII
Raivando contra si proprio, o barão de Celorico...
O barão de Celorico! Personagem novo no conto?
Novo! pois eu não disse já que João José Dias dera cinco mil cruzados ás urgencias do Estado, e seiscentos mil réis ao official maior da secretaria onde se fabricam os barões, e cincoenta moedas ao agente secreto das urgencias do Estado, e das urgencias dos estadistas?
Se não lêram isto já, perderam-se na typographia quatro tiras de composição a mais rendilhada a buril classico, a mais puritana de linguagem, com recheio de idéas substanciosas, e gordura de pensamentos!
Finalisava o capitulo VII por um baile de regosijo, que o novo titular estimulado pelo sogro, resolvera dar aos seus collegas, e mais amigos, que o felicitaram da mercê.
Esse baile correra amargurado para o barão de Celorico.
Ao caír da noite, recebera elle uma carta anonyma,{84} da qual não pude haver copia, e, podendo inventar uma, não o faço, que m'o veda o proposito de fidelidade.
É certo, porém, que o contheudo d'essa carta entendia com Ludovina, meiga creatura, organisação melindrosa, que tanto a pesar meu hei de nomear baroneza de Celorico.