E, cravando n'ella os olhos, e arquejando em angustia que o lacerava com delicias, e ouvindo o coração que chamava por Angela, sentiu-se cahir, largar a arma, dobrar os joelhos, ajoelhar, ajoelhar de mãos postas, cobrir-se de lagrimas, e ouvir como dos labios de um estranho: «Salva-me, ó filha, salva-me!»

E D. João IV passou, olhando de soslaio para Maria Isabel, que ajoelhára, e encostára a fronte ás mãos, formando graciosamente um docel para resguardo do sorriso que as outras damas devassavam, e que ella muito se rejubilava que lh'o vissem....

....................................

Ás duas horas, Domingos Leite, com o disfarce que tinha vestido, chegou ao postigo da Graça.

Roque da Cunha, avistando-o de longe, foi desprender os cavallos que escarvavam impacientes em uma barroca socavada entre dois combros de piteiras, e sahiu com elles á estrada chã.

—Morreu?—perguntou Roque.

—Não.

—Não?... Que me dizes?... Feriste-o? Não acertaste?..

—Não lhe atirei.

—Oh!..—exclamou Roque da Cunha—Que diabo fizeste então?..