—Eu: não me conheces? Abre depressa: mas não faças rumor—disse elle collando os labios ao frestão.
O criado abriu o postigo, reconheceu o amo e exclamou:
—Nossa Senhora da Graça! é vossa mercê, sr. Domingos Leite?!
—Sou... abre-me a porta; mas que não se ouça lá em cima.
—Aqui estou eu sosinho e mais ninguem—murmurou Bernardo.
—O que? e minha filha? e... tua ama?—exclamou Domingos Leite conturbado.
—Eu vou abrir, eu vou abrir.
Recolhido ao quarto do escudeiro, que o abraçava pelos joelhos, perguntou:
—Onde está minha mulher?
—Hade haver quinze dias que sahiu de caza.