—Não mande parte a meu filho,—disse o negociante,—que eu quero apparecer-lhe de repente com a prima.
—O senhor Alvaro não está cá—disse o director do collegio.
—Como?!—meu filho sahiu?
—Ha quatro dias que nos disse que ia passar um mez com os seus parentes dos Olivaes—tornou o director.
—Isto que significa?!—replicou, entre colerico e espantado, Manoel Teixeira, interrogando o mestre de inglez.
—O senhor director disse a verdade...—respondeu aquelle, denotando enleio e turbação.
—Então foi o meu filho que me mentiu?—tornou já muito alterado o commerciante—Não creio! Aqui ha embrulhada!
—Que embrulhada póde haver aqui?—disse com azedume o proprietario do estabelecimento.
—Não sei; é preciso que me digam onde está meu filho.
—Não sabemos, senhor Macedo; já dissemos a vossa senhoria que o suppunhamos nos Olivaes: se seu filho mentiu, castigue-o vossa senhoria, e não nos culpe a nós por nos havermos fiado na palavra d'um menino, que nos merecia toda a confiança.