—Qual?
—Tu amas o poeta, que hoje viste nos Olivaes.
Leonor descompôz-se n'uma risada toda da garganta, e disse a final:
—Tens graça, primo! Estou eu agora feita castellan, com trovador debaixo do balcão do castello a chorar amores!... Valha-te Deus, Alvaro! A mim importa-me cá o homem de Villa do Conde!
—Mas elle de certo alli foi por tua causa...
—E, se foi, que culpa tenho eu! Os poetas tem aquellas cousas, e eu não posso ser responsavel das tolices alheias...
Leonor lançou mão do primeiro pretexto para rematar o dialogo. Alvaro, quasi repellido quando ia a fallar, foi ter com sua mãe, e desabafou por estas palavras no seio d'ella:
—Tem razão... devo esquecer minha prima.
—Menos, quando ella fôr desgraçada...—disse Maria da Gloria—Lembre-te isto sempre, meu filho.
Sahiram para Veneza.