Um dia, em 1849, Nicoláo d’Almeida disse a Thomazia:
—O nosso filho Pedro está em Londres.
—Ah! soubeste-o?
—Disse-mo no Porto um homem que viu Gervasio de Barros em Londres.
—E que intentas fazer, meu filho?
—Que hei de eu fazer? esperar. Não questionemos a posse da creança em sacrificio ao teu nome. Quando elle poder entender-me, quando o sangue lhe agitar o coração na minha presença, então lhe direi: «sou teu pae!»
Passados instantes, tomou nos braços o pequenito Lopo, mirou-o muito de chapa, e disse, coberto de lagrimas:
—Pede a Deus que me dê o teu irmãosinho.
Thomazia cobriu o rosto com as mãos, inclinou a cabeça para o seio e soluçou, murmurando: