—Isso lá do padrinho não lhe dizer nada tanto faz como coisa nenhuma, filha. O caso é o rapaz; o rapaz é que é preciso prendel-o.
—Ahi vens tu com as tuas prisões e telhiços!—atalhou Thomazia.—Eu não tenho fé com essas endróminas.
—Não tem?—garganteou a velha rindo sêccamente.—A menina é muito nova...
—Então por que não prendeste aquelle malvado do Costa Guimarães?
—Por que o não prendi?
—Sim.
—Deus lá o sabe... Cá eu nas minhas orações não chamo demonios, é santos, entende? e os santinhos, se me não ouviram, é por que bem sabiam a rôlha que era o tal patife. Dê graças a Deus, menina! Foi bom que isto acontecesse antes de lhe entrar o amor de raiz, por que já lá dizia o verso do boticario:
Costilia, se me não amas...
Costilia, dizia elle que era Custodia... Eu não sei...—explicou a velha, e proseguiu mudando o tom chão da nota para o declamatorio:
Costilia, se me não amas,